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sábado, 23 de outubro de 2010

Um dia...

... vais acordar e perceber que te passei ao lado porque preferiste ficar a "dormir". Nesse dia vais ter pena.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

1 ano depois...

É como se o meu coração antes estivesse atado por um laço feito de duas fitas de cores e texturas diferentes, uma fita de cetim vermelha e uma fita de veludo azul e de repente o laço desfez-se e agora as fitas pairam soltas em seu redor. Quando as fitas se desataram desatou o sonho da familia unida. Agora tudo é por partes. Se estou no lado azul não tenho o vermelho e se estou no lado vermelho não tenho o azul.
Sobrevive-se. Eu tenho sobrevivido. Mas nunca, mesmo nunca, mais serei a mesma.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma vezes desconfiamos...

... outras temos a certeza, porque confirmamos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Embrenho-me...

... no trabalho e, por momentos, esqueço o resto.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

(sem titulo)

Adormeço sem saber o que o dia me espera.

Adormeço sem esperança de que o dia que irá nascer seja de sol.

Adormeço descontente, adormeço sem conseguir chorar cada lágrima que ainda me resta. O que é que ainda me falta, meu Deus? O que é que ainda reservas mais para mim?

A dor não me larga. A dor que mais ninguém sente não me deixa dormir, não me deixa descansar e eu não tenho força para muito mais.

Deixa-me em paz meu Deus. Deixa-me, por favor, respirar.

E...

... quando achamos que mais nada pode acontecer e depois acontece?

E depois? O que é que se faz?

Queria poder dizer...

... que esta semana estava a ser diferente.
Queria poder dizer que o sol brilha lá fora e brilha aqui dentro de mim.
Queria poder dizer que este blog ia começar novamente a falar de trivialidades e de banalidades do dia-a-dia.
Queria poder dizer que me sinto mais confortada, menos revoltada, menos carente.
Queria poder dizer que tenho projectos.
Queria poder dizer o que não posso.
Sinto-me tão cansada, tão cansada, tão cansada,...

domingo, 31 de janeiro de 2010

A voltar...

... devagarinho.
Foi uma semana difícil. Foi um mês dificil.
Começou com um primeiro dia do ano para esquecer. Acabou com um dia vazio, olho para dentro de mim e procuro alguma coisa e parece que não vejo rigorosamente nada. Estranha sensação. Nova sensação.
Dia 4 entreguei o CV e respectivas papeladas cheia de esperança que finalmente a minha situação no emprego fosse resolvida, dias mais tarde comecei a perceber que afinal os concursos na função pública nem sempre são para a pessoa X porque basta a pessoa Y ter uma cunha favorável e a pessoa X que trabalha há 2 anos com afinco e com dedicação passa para plano B. Este assunto passa ainda para o mês que vem e pelos jeitos há-de passar ainda para o outro. Aguardemos com a calma possível.
Dia 14 o divórcio no papel. A sensação de fim, de fracasso, de vazio. A dor.
Dia 22 talvez a pior noite da minha vida. A solidão. O desprezo. O não saber o que fazer.
Dia 25 a saida do meu pai definitivamente e aquela imagem da entrega das chaves da casa que ele construiu com tanto esforço jamais me sairá da retina. O choro dele no meu ombro. Os meus gritos contidos cá dentro no ombro dele. Jamais esquecerei. A dor, a dor, a dor,...
Dia 26 à saida para o trabalho o meu pai ao pé do meu carro à minha espera, as lágrimas a querer saltar, os olhos inchados de ambos e as palavras "Vim ver-te porque não encontrei melhor maneira de começar o primeiro dia do resto da minha vida". A dor, a dor, a dor,...
Dia 28, 6 meses com o H, dia dificil.
Hoje, dia 31, a solidão. O vazio.
Amanhã o mundo espera-me... As feridas hão-de começar a sarar. As idéias hão-de começar a clarear. Amanhã o mundo espera-me.
Obrigada a quem não deixou de vir aqui e comentou. Obrigada a quem veio e ficou em silêncio. Obrigada aos amigos reais. Obrigada especialmente a quem esteve, está e estará sempre comigo mesmo que não seja fisicamente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A dor...

... pode ser sentida de muitas maneiras.

Há a dor fisica. Há a dor psicológica. Há a dor da saudade. Há a dor da perda.

A minha dor é diferente, é uma mistura de tipos de dores. É uma dor angustiante que me consome, mistura passado com futuro, mistura saudade com desilusão, mistura sentimentos de uma maneira que me arrasta por caminhos onde nunca andei.

Choro compulsivamente sem conseguir parar mesmo quando não o quero fazer. Não durmo. Não tenho sono. Choro a noite toda e à medida que choro sinto aquele nó no estomago a apertar e a apertar, e dói e dói tanto.
Olho para todos os lados e sinto-me completamente sozinha. Mesmo com pessoas a meu lado o sentimento é o mesmo. Só posso contar comigo mesma para resolver todas as situações... E dói-me o medo de não ser capaz de gerir tudo, dói-me o medo de cometer injustiças, dói-me o medo de não ser fiel aos meus valores...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E a noite acaba assim....

... quando nem sequer chega a começar.

E choro e grito e denuncio-me quando não me quero denunciar. Desculpa a ti que me amas incondicionalmente por estes descontrolos, não aguento muito mais mãe, não aguento.

...

Completamente esgotada. Sem palavras. Sem pensamentos claros.
Um dia volto, não sei se hoje, se daqui a uns tempos....

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ainda a digerir...

... sem sucesso.

Mantenho-me à espera da etapa final, a mais dolorosa de todas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Semana difícil...

1- Decisões que tardam em aparecer (se é que aparecerão) e me deixam de rastos.
2- Divórcio dos pais amanhã.
(infelizmente nada mais para dizer, infelizmente)

domingo, 3 de janeiro de 2010

E porque...

... por mudar o ano não quer dizer que tudo fique melhor, volto quando for capaz...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Qual o lugar?

O último, obviamente. Nunca ocuparei outro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Novo Ritual

Chega a esta hora, o meu pai vem abraçar-me com força e diz-me "Até amanhã, amanhã venho tomar o pequeno-almoço contigo" e eu nem quero pensar no dia em que se for embora de vez, mesmo, mesmo de vez, e eu já nem isto oiça a cada dia.
Minutos mais tarde ouço o barulho da porta a bater e é como se me batesse cá dentro. Dói.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Life goes on

Repito-me isto incessantemente. Mas não entra. Na minha cabeça não entra. Vejo-me assim como na imagem, de frente para uma estrada que não sei onde me leva. Sozinha. Sem alma. Sem peito. Parece que já não dói porque dói demais. Parece que já não sinto porque sinto demais. Parece que já não choro porque choro demais. E dói... Dói...

Hoje mais um passo. Hoje menos um bocadinho. Amanhã? Não sei.
O meu pai acabou agora mesmo de sair de casa para sempre.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

E quando um...

... amigo nos diz: "se for preciso mudar o mundo muda-o, mas pára de sofrer", ficamos a pensar se não valerá mesmo a pena apostar tudo para sair do buraco.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E de repente...

... já toda a gente sabe e faz dezenas de comentários e mais comentários. Inventam-se histórias mesquinhas, diz-se a verdade e a mentira, desdenha-se, critica-se,... Como se um divórcio fosse uma coisa incomum, como se as pessoas não tivessem o direito a viver a sua vida como bem entenderem.
É assim viver numa aldeia.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Depressão

Não sei os sintomas da depressão e tenho medo de pesquisar sobre isso. Tenho medo de descobrir em mim esses sintomas. Tenho medo de estar a cair num poço sem fundo.

O que fazer? Não sei. Não tenho vontade de fazer rigorosamente nada.